domingo, 6 de janeiro de 2013

Como Era Verde o Meu Vale (1941)

How Green Was My Valley (1941) – Como Era Verde o Meu Vale Dirigido por John Ford com MAUREEN O’HARA Os Morgans são uma família de mineiros num verde e belo vale do País de Gales. O patriarca e cinco de seus filhos trabalham nas minas e em casa ficam a mãe, Beth, a filha Angharad (Maureen O'hara), um ícone da era de ouro de hollywood no seu primeiro grande sucesso, e o filho pequeno Huw, que é quem nos conta toda a história. As mudanças sociais e econômicas no pequeno e verde vale começam a acontecer. Primeiro os salários dos mineiros são reduzidos por excesso de mão de obra. Eles então tentam formar um sindicato, fazem uma greve na qual não contam com o apoio do patriarca dos Morgan, o que atrai para ele a ira dos colegas. Nesse ínterim, chega à comunidade um novo pastor (Walter Pidgeon). O pastor e Angharad logo se apaixonam, ao mesmo tempo em que Angharad é pedida em casamento pelo rico filho do dono da mina. A partir daí as situações dramáticas vão se sucedendo mudando completamente tanto o vale quanto as pessoas ao seu redor. O filme foi indicado a dez estatuetas “OSCAR” da academia, sendo premiado em cinco, inclusive de melhor filme de 1942. O ator DONALD CRISP, que faz o papel do patricarca dos MORGAN’s ganhou o OSCAR de melhor ator coadjuvante. Foi filmado em preto e branco, levou somente duas semanas para ser filmado na América, mesmo, pois a Europa se encontrava em guerra no período. A mensagem por traz do filme é clara em vários aspectos importantes. Alguns podem ver o filme como uma crítica ao modelo capitalista e suas injustiças. O filme mostra isso, mas, a meu ver, o mais importante são os valores cristãos que deram base à formação familiar no reino unido, e seus descendentes americanos, australianos, etc. Esses valores dão força e união à família nos momentos em que seus velhos sonhos vão desmoronando. Por outro lado, o filme mostra também os erros que sacerdotes e igrejas cometem que destroem e dividem. Fala sobre a força oriunda de uma família trabalhadora e honesta e dos impactos que essa família vai sofrendo com o passar dos anos. É um filme que fala sobre valores muito intensos e profundos das sociedades anglo-saxãs, incluindo a sociedade americana. Um dos momentos que refletem o que estou dizendo pode ser visto na cena em que a mãe – Beth Morgan - vai a uma reunião noturna dos mineiros para defender seu marido que estava sob a ameaça dos grevistas. Um grande grupo de homens brutos reunidos, mineiros, cinco de seus filhos inseridos, para discutir sobre a greve que já levava vários dias e que começava a trazer dificuldades financeiras para os trabalhadores que estavam sem receber. Beth Morgan levanta sua voz em defesa do marido, não como trabalhadora, mas como esposa e mãe, armada apenas com a virtude de uma vida, e faz uma séria ameaça a todos dizendo que qualquer um que tocasse em seu marido, pelo fato dele não aprovar a greve, ela mataria com suas próprias mãos. Esse é um ponto central em vários dos filmes do diretor JOHN FORD, como pessoas simples do povo, ao se verem ameaçadas, transformam-se completamente e indo às últimas consequências para proteger o que é sagrado para essas sociedades, família e propriedade. Para mim uma ligação entre esse drama familiar e social, como os westerns que dirigiu com grande sucesso.

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