sábado, 8 de dezembro de 2012
PROMETHEUS (2012)
Prometheus
Recife, 4 de dezembro de 2012.
Hoje assisti na televisão a cabo o filme PROMETHEUS, recém-saído das salas de cinema, dirigido e produzido pelo aclamado diretor RIDLEY SCOTT, de GLADIADOR, BLADE RUNNER, THELMA & LOUISE, ALIEN entre outros. Os roteiristas são o desconhecido Jon Spaihts e Damon Lindelof, o mais experiente, que já trabalhou como co-produtor nas séries de TV LOST e no filme STAR TREK.
O fil
me foi pensado a princípio para fazer uma ligação com o filme ALIEN, de 1979, mas não está certo se o próximo, ou os próximos filmes vão seguir nesse caminho. Dependerá, obviamente, do sucesso financeiro desse primeiro filme.
É um filme de ficção científica com roteiro muito bem feito que prende a atenção do cinéfilo em todos os momentos. Os efeitos especiais são fantásticos.
Um time de arqueólogos descobre uma espécie de mapa, ou uma pista para origem da raça humana na terra, e financiados por um excêntrico homem á beira da morte, seguem numa jornada para o canto mais distante e escuro do universo numa nave chamada de PROMETHEUS. Liderando essa jornada estão a arqueologista ELIZABETH SHAW – Noomi Rapace, uma desconhecida atriz que não decepciona. A Personagem além de determinada em encontrar respostas, apresenta um traço interessante, deixa bem claro sua fé um Deus, e só faz apimentar a discussão, pois a meu ver, ela acredita firmemente que ao final, a fé é a explicação para a criação da raça humana. Temos também MEREDITH VICKERS – Charlize Theron, fazendo uma vilã envolvida numa luta pela liderança da expedição e pelo amor e atenção do pai, PETER WEILAND (Guy Pearce).
Ainda como personagens principais, apresento a vocês meus três fiéis leitores, DAVID: androide que serve ao sr. Weiland, e que compete com MEREDITH VICKERS pelo amor e atenção do pai, o rico financiador da expedição que espera encontrar deus e se beneficiar de alguma forma desse encontro, melhorando sua saúde, ou ,quem sabe, ganhando a vida eterna prometida. Isso não fica claro no filme, mas faz parte do meu entendimento das intenções do personagem.
O destaque é para DAVID, no seu papel de herói e bandido ao longo do filme, e a excepcional interpretação de MICHAEL FASSBENDER. Ele certamente terá cadeira cativa entre os indicados ao oscar de melhor ator coadjuvante. Sua interpretação é enigmática. Como uma máquina, ele tem habilidades especiais que o tornam absolutamente necessário para um pequeno grupo de personagens da nave, e no fim do filme, ele tem um papel salvador para os sobreviventes. Mas ao longo do filme, a máquina age de forma dissimulada e contribui para a destruição dos seus criadores, o grupo de exploradores da PROMOTHEUS.
Nesse ponto, o diretor e os roteiristas, nos apresentam uma ironia fina, quando a raça humana, pretensamente tendo sido criada pela raça superior que eles encontram na expedição, leva consigo uma criação sua, não humana ou viva, mas um androide que em quase tudo imita a condição humana dos que estão na expedição. As intenções de DAVID não ficaram muito claras ao longo do filme. Talvez agisse por si só, talvez agisse sob a liderança expressa e firme do Sr. Weiland, não sabemos. Se seu interesse era ajudar ou destruir os seus criadores, também não sabemos. Talvez só tenhamos essas respostas na sequencia da franquia.
O filme trata, portanto, de um tema polêmico, a criação da raça humana conforme nós conhecemos através do debate entre a ciência e a fé, e evidências que são encontradas ao longo de milênios em várias civilizações diferentes, que apontam para um conjunto de estrelas em um sistema solar que nos deixa uma pista o nosso passado.
A expedição descobre uma conexão entre o DNA dos alienígenas e o nosso, sendo que, claramente, segundo a Doutora Elizabeth Shaw ".... o nosso DNA é decorrente, tendo eles DNA mais evoluído que o nosso”. Ou seja, somos criaturas!
Importante mencionar que não falta ação, suspense, e surpresas no filme.
Não quero adiantar tudo ao meu amigo cinéfilo, mas o filme trata, ao longo de 126 minutos dessa busca pelas respostas que perseguem a humanidade: De onde viemos? Por que estamos aqui? Quem nos criou e de que forma? E, atrelada a essas, uma pergunta que não pode deixar de constar, para onde iremos depois dessa vida? Ou ainda, Existe uma conexão entre nossos "engenheiros" e nosso futuro? São nossos “engenheiros“ deuses ou aliens? Estranhamente o filme deixa uma brecha para a resposta de que Deus - como nós o conhecemos - é o nosso criador. Isso é representado próximo ao final do filme, quando após ver tudo, saber de tudo, ELIZABETH SHAW procura o seu crucifixo que havia sido retirado por DAVID, e o coloca novamente no pescoço, e segue, em busca de outras respostas, mas não dessas, por que ela as tem pela fé.
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vou assitir
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