sábado, 29 de dezembro de 2012
2012 - ANO MAIS LUCRATIVO DA HISTÓRIA PARA HOLLYWOOD
Hollywood tem o maior lucro de sua história em 2012
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RODRIGO SALEM
DE SÃO PAULO
Após dois anos de queda, o mercado cinematográfico americano fechará 2012 com os maiores rendimentos de sua história. Com os lucros gerados pelas bilheterias neste sábado (29), Hollywood ultrapassou a marca de US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 21,4 bilhões) obtida em 2009, quando "Avatar", de James Cameron, tornou-se o filme mais rentável de todos os tempos.
De acordo com os números divulgados pelo site "Box Office Mojo", especializado por análise de bilheterias em diversos países, Hollywood gerou US$ 10,6 bilhões (R$ 21,6 bi) faltando dois dias para o fim do ano --o que deve deixar o recorde mais difícil de ser batido nos próximos anos.
O sucesso do cinema americano no ano foi puxado por "Os Vingadores" e "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge", que renderam acima de US$ 1 bilhão (R$ 2 bi). Ainda há o sucesso de "007 - Operação Skyfall", o mais lucrativo da franquia, e da comédia "Ted", que faturou acima dos US$ 200 milhões (R$ 408 mi) no mercado americano.
Mas o principal motivo é o aumento no preço médio dos ingressos, gerado pelo aumento nas salas em 3D. Isso é facilmente notado com o número de bilhetes vendidos em 2012 até agora (1.300), um número menor que o de 2009 (1.400). Os números finais do ano hollywoodiano serão revelados na próxima quarta-feira (2).
Divulgação
Cena de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge", em cartaz nos cinemas de São Paulo
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
DE PERNAS PRO AR 2 (2012) INGRID GUIMARÃES
DE PERNAS PRO AR 2 ( COMÉDIA COM INGRID GUIMARÃES )
Alice (Ingrid Guimarães) está mais louca do que nunca. Ela esconde do marido durante quatro meses um projeto de inauguração de uma loja de sua rede de sex shops em New York, estressada, entra em colapso e desmaia na inauguração da sua centésima loja no Brasil, é internada numa clínica de reabilitação para compulsivos em trabalho, onde encontra uns tipos muito loucos, com destaque para o personagem de Luís Miranda, no papel de Mano Love. Engana o marido, prometendo férias em New York em família, mas vai atrás de financiamento para seu projeto internacional. Lá em New York acontecem cenas hilárias, como a cena do restaurante em que Alice almoça ao mesmo tempo e em mesas diferentes com sua família, que está em férias, e com o executivo do banco americano, que está ali para fechar o negócio. O filme é engraçado, a audiência adora, e Ingrid Guimarães está bem à vontade no papel dessa louca empresária. O personagem de Maria Paula (Marcela) se apequena diante de Alice. O tempo é todo para Ingrid, e o filme ganha com isso. Um insosso e muito sério Bruno Garcia, no papel de João, esconde o potencial que esse ator tem para a comédia. Mas o filme, as cenas e o roteiro foram feitos para o brilho de Ingrid Guimarães que não decepciona. A gargalhada é fácil e é isso que importa! Como eu sou um cara antigo, e orgulhosamente careta, posso dizer que achei que a idade mínima para o filme poderia passar para 16 anos, devido alguma exposição de materiais eróticos. Mas esse assunto já era, e a censura é para maiores de 12 anos. Bom filme a todos!
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY (1966) CLINT EASTWOOD
Trata-se de uma produção italiana, filmada na Itália e na Espanha, - onde são reproduzidas as grandes planícies americanas -, dirigida por SERGIO LEONE. O filme faz parte de uma sequencia da filmografia de LEONE que incluem os anteriores “A FISTFUL OF DOLLARS (1964)“ e, “FOR A FEW DOLLARS MORE ( 1965 )”, todos estrelados por CLINT EASTWOOD no papel do pistoleiro sem nome, que nesse filme é apelidado de BLONDIE (Loirinho) por um dos personagens e permanece sem nos apresentar seu nome. Os atores principais são complementados pelo excepcional ELI WALLACH (TUCO) e LEE VAN CLEEF (OLHOS DE ANJO – O MAU). Apesar de originalmente o filme ter sido recebido de uma forma negativa devido a seu forte apelo pela violência, o filme permanece como um dos mais populares werterns de todos os tempos e é comumente considerado como uma dos maiores filmes de seu gênero, o wertern. Está entre os 100 melhores filmes do século passado através de uma seleção de críticos americanos, e foi um grande sucesso comercial no seu tempo. Quentin TARANTINO, um dos grandes diretores de cinema do nosso tempo, conhecido pela violência que apresenta em seus filmes, e pela genialidade dos mesmos também, chamou o filme de “o filme mais bem dirigido de todos os tempos” (tradução livre minha) e votou duas vezes por elegê-lo como o melhor filme já feito. Eu começo citando TARANTINO, pelo respeito que esse nome impõe na atualidade, para reforçar o argumento que eu reputo “THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY”, com um entre os três melhores werterns que eu já vi em minha vida. E olha que eu já vi quase tudo em se tratando de werterns de boa qualidade.
O diretor Sergio Leone explica que a violência nesse filme, e os assassinatos em seus filmes em geral são exagerados por que o oeste americano – em sua visão - era feito por homens violentos, exagerados e despreocupados com isso, e era isso, essa força e simplicidade violenta na sua ótica, que o diretor tentava capturar em seus filmes.
Uma das belezas do filme, a meu ver, é a música de ENNIO MORRICONE, que constrói uma obra bela, rica e forte. A impressão que me dá é que a música de MORRICONE é um quarto personagem que compete em atenção e tempo de cenas com os outros. A música é intensa e dá a intensidade dos momentos chaves do filme, como na última cena em que durante vários minutos não são ouvidas vozes, mas somente música. Em diversos momentos do filme, falar é irrelevante. Nesses momentos, se fossem acrescentados diálogos, o filme e a cena ficariam menores, dada a grandiosidade, complexidade e beleza da música de MORRICONE.
A história gira em torno de três pistoleiros que ao viverem de pequenos golpes, dois deles BLONDIE (O BOM) e TUCO (O FEIO), trabalham juntos, e um terceiro, chamado de OLHOS DE ANJO (O MAU), trabalha sozinho e demonstra ser o mais violento do grupo. Esses homens têm conhecimento de uma grande quantidade de ouro confederado que ficou enterrado numa cova de um cemitério. A busca por esse dinheiro, e pelas pistas para encontrá-lo, são a base do filme, sendo a cena final, o confronto entre os três pistoleiros, uma cena memorável. No caminho que esses pistoleiros percorrem até esse clímax, alguns personagens aparecem introduzindo ao filme o ambiente de destruição, desgoverno e salve-se quem puder que imperou, segundo a leitura de LEONE, no oeste americano no período da guerra civil americana, momento histórico em que o filme está inserido. O filme caminha lento, mas intenso. A meu juízo, não vejo perda de continuidade na forma coma a história é contada, mas alguns podem achá-lo lento. É importante entender que são várias histórias num só filme, e os quatro personagens principais têm seu tempo para serem apresentados ao público (os quatro personagens a que me refiro são os três pistoleiros e a música, que como disse é um dos personagens principais).Uma das cenas que bem representa essa situação de destruição e violência é a cena em que BLONDIE e TUCO são presos num campo de prisioneiros do exército da união. O comandante, gangrenado e com os dias contados, faz ameaças ao sargento (OLHOS DE ANJO), que é quem comanda de fato o acampamento, e o usa para seus pequenos golpes, e que patrocina uma sessão de tortura para arrancar de TUCO a localização do dinheiro. A tortura de TUCO acontece enquanto a banda de prisioneiros está tocando uma bela melodia, o que a meu ver aprofunda a violência do filme. Enquanto toca, o violinista chora pois todos sabem que o objetivo do som da música é encobrir o horror da tortura. LEONE construiu junto com seus roteiristas o conceito original de mostrar o absurdo da guerra civil americana que os personagens vão encontrando ao longo do filme. Literalmente LEONE disse “em meu ponto de vista, não faz sentido, é estúpido: o esforço da guerra não envolve uma boa causa” (tradução livre minha). LEONE havia lido sobre um campo de prisioneiros patrocinados pelos confederados sulistas na cidade de ANDERSONVILLE, onde morreram aproximadamente 120,000 nortistas. E LEONE continua dizendo “você sempre ouve falar sobre o comportamento vergonhoso dos perdedores,nunca dos vencedores”(tradução livre minha).
Gostaria de ressaltar elogiosamente os cenários do filme, tanto nas cidades abandonadas ou destruídas pela guerra, como as estações de trem, passando pelos cenários de guerra, alguns deles envolvendo mais de 1500 figurantes. As cenas de violência gratuita são aprofundadas por exemplo na cena em que TUCO precisa se livrar de seu algoz e torturador cortando a corrente que os prende pelos pulsos. O torturador desmaia após um golpe, e a arma falha na hora do disparo para cortar a corrente. Sua opção é por deixá-lo na linha trem para que este ao passar possa cortar a corrente que os prende pelas mãos. Outra cena de violência gratuita, ou seja, que você pode se perguntar do por que essa cena existir, é o momento em que um destacamento de soldados ianques vai passando levando um homem com um caixão nas costas. Eles param, fuzilam o prisioneiro, o colocam no caixão e seguem com ele para destino ignorado.
TUCO, o mais falante dos três, num dos momentos em que é perseguido por um antigo desafeto, também falante como ele, resume bem uma característica do seu personagem: “ Quando você tiver que atirar, atire, não fale!” O personagem de CLINT EASTWOOD, revela o seu apelido de "O BOM" numa cena em que depois assassinar alguns, encontra um soldado confederado ferido e moribundo a beira da morte, tira o seu casaco, o cobre e lhe dá uma última baforada no seu inseparável cigarro. A cena final é estupenda. Não se sabe se a música foi feita para a cena, ou o inverso. O resultado é um casamento perfeito de música e filmagem que vai num crescente de angústia, suspense e tensão até o momento final que surpreende.
Meus amigos, o filme é ótimo! Para os amantes do faroeste é uma obrigação! Eu recomendo.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
MONEYBALL (2011) com BRAD PITT
O HOMEM QUE MUDOU O JOGO (2011) – MONEYBALL com BRAD PITT
Billy Beane (Brad Pitt) é o gerente do time de baseball Oakland Athletics. Com pouco dinheiro em caixa, ele desenvolveu um sofisticado programa de estatísticas para o clube, que fez com que ficasse entre as principais equipes do esporte nos anos 80.
Eu achei esse filme fantástico! É uma lição para todos nós de superação, de acreditar firmemente e apostar seriamente naqueles valores fundamentais que nos impulsionam para um novo patamar, mesmo quando todo mundo ao nosso redor não acredita na gente. Esse filme trata sobre a virada baseada no estudo aplicado, trata-se de uma aposta de um treinador a beira do fracasso profissional e familiar num garoto recém-saído de uma das melhores faculdades dos EUA que desenvolveu um modelo de avaliação de jogadores baseado em dados matemáticos. Loucura? Imagina aqui no Brasil um técnico dizendo que baseado num modelo matemático, a escalação da seleção seria tais e tais jogadores. Aí, esse técnico hipotético escolhe um cara que você nunca ouviu falar. O que você faria? Bom se você é um amante de futebol como eu sou você sabe o que eu estou dizendo.
Brad Pitt numa interpretação fantástica do treinador que acredita numa coisa e vê seu mundo desmoronando ao seu redor, e o jovem JONAH HILL, antes de emagrecer e se tornar um dos queridinhos de Hollywood, representando esplendorosamente o jovem nerd que coloca tudo de ponta a cabeça, e um Philip Seymour Hoffman arrasando no papel do técnico das antigas que questiona a todo o tempo a mudança.
O filme em alguns momentos pode ser lento para você, querido leitor, se você não entende nada de beiseball. Se for assistir com a esposa, ou namorada, prepare-se para ela tirar uma soneca de uns quinze a vinte minutos no seu ombro. Quando ela acordar, não terá perdido o fio da meada. Vai dar para vocês continuarem falando sobre o filme no jantar ou no lanche seguinte!
Ah, quase ia esquecendo, o filme foi indicado a seis categorias no OSCAR, incluindo melhor ator ( Brad Pitt ) e melhor filme.
sábado, 22 de dezembro de 2012
O CÓDIGO (2012) AÇÃO - JASON STATHAM
Luke (Jason Statham) é um ex-policial durão que salvou uma menina oriental (Catherine Chan) das mãos de bandidos dentro de um trem do metrô. O único problema é que ele não fazia ideia de que ela era portadora de uma informação extremamente importante, capaz de mobilizar a máfia russa, chinesa e ainda policiais corruptos. Agora, ele também tem o que todos querem e vai defender com a própria vida para que a justiça seja feita, nem que para isso seja necessário começar uma guerra urbana.
Trata-se de um filme de ação com um roteiro original, com muita pancadaria e tiroteios, características desse ator que tem participado nos últimos anos dos melhores filmes de ação feitos à exceção das séries BOURNE e 007. O filme agrada SOMENTE aos amantes de ação. É do início ao fim, sem paradas para diálogos extensos e muito cansativos. Gostei e recomendo para esse grupo específico de cinéfilos. Se você é daqueles sensíveis, fique longe desse aqui.
PLANO DE FUGA (2012) MEL GIBSON
PLANO DE FUGA (2012) MEL GIBSON
Dirigido pelo estreante Adrian Grunberg, Plano de Fuga traz Mel Gibson no papel de um criminoso americano que ultrapassa a fronteira entre Estados Unidos e México durante a fuga de um roubo a banco. Ele acaba preso pelas autoridades mexicanas e enviado para um presídio lotado de bandidos de alta periculosidade. Não bastasse essa experiência bizarra, ele acaba se envolvendo com uma família local e se metendo numa grande enrascada em terras estrangeiras porque a bandidagem agora quer a pele dele. Para sobreviver na prisão, ele terá que aceitar a ajuda de um garoto de apenas 9 anos (Kevin Hernandez), com quem irá planejar sua fuga.
O elenco conta ainda com as presenças de Peter Stormare, Bob Gunton e Dean Norris. Marca a volta de Gibson ao cinema de ação após estrelar o intenso drama Um Novo Despertar, dirigido por Jodie Foster.
É um roteiro inteligente, original, apesar de bizarro e extremamente violento, característica dos filmes de GIBSON. Se você gosta de ação forte durante todo o filme, com muita bala esse é o seu filme. Eu como gosto desse tipo de filme, gostei.
THE DOUBLE (2011), no Brasil "CODINOME CASSIUS 7"
THE DOUBLE (2011) no Brasil “CODINOME CASSIUS 7“
Trata-se de um filme sobre espiões ambientado na Washington atual porém sempre olhando para o passado da chamada “guerra fria” entre USA e a RÚSSIA. Estrelado por RICHARD GERE, de UMA LINDA MULHER, e do premiado CHICAGO, no papel do agente aposentado da CIA, PAUL, e o jovem e promissor ator, TOPHER GRACE, no papel do agente do FBI, BEN GEARY.
O pontapé inicial do filme é o assassinato de um senador americano. O assassino deixa padrões similares a um agente soviético da época da guerra fria chamado CASSIUS 7. O agente PAUL é chamado de volta, agora para trabalhar com um jovem e brilhante agente do FBI que tudo o que sabe sobre o assassino ele leu nos arquivos policiais.
Achei a temática do filme boa, apesar de antiquada. As preocupações geopolíticas do mundo atual estão voltadas para o oriente médio e não para a Rússia. E atualmente uma história de assassinos russos treinados para inundar o serviço secreto e o FBI americanos parece inverossímil, apesar de este mesmo tema ter tido grande sucesso com o filme estrelado por ANGELINA JOLIE, SALT (2010). A narrativa é lenta e o filme apresenta pouca ação, e muito suspense. A teia vai sendo formada até chegar a um final surpreendente. O final é muito bom, mas achei o filme mediano.
Mas, quem gosta de ação, suspense e jogos de espiões, o filme oferece uma boa diversão. Fui buscar esse filme no canal por assinatura da GVT – ON DEMAND. O filme não passou nos cinemas.
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